Especialistas apontam mudanças no perfil dos síndicos
Especialistas ouvidos pelo SPTV estão percebendo uma mudança no perfil dos síndicos. Hoje, ele está mais jovem e usando mais os recursos tecnológicos, resolvendo problemas por e-mail, celular.
Quem se candidata a síndico geralmente tem um objetivo: melhorar o lugar onde vive. Mas nem sempre as situações são fáceis de resolver. “Foi flagrado na câmera, no elevador de um dos blocos, o marido e a mulher brigando. Ela puxava tanto ele que a marmita caiu no chão, esparramou toda a comida no elevador e os dois entraram e a sujeira ficou no elevador. Só que nós pegamos na câmera, eu chamei o casal e pedi para que limpasse”, conta a síndica, Sílvia Gorgulho.
Para ajudar a quem se dispõe a colocar ordem em um condomínio, em São Paulo há um curso para síndicos. Fabian Rupp tem 27 anos e já entendeu sua função. “Tem que ter bom senso, porque você não vai sempre seguir a risca do regulamento”, diz o síndico.
Márcio Garcia é síndico há apenas cinco meses e nunca teve tanta dor de cabeça. “Tenho uma empresa e nunca pisei no fórum, numa delegacia. Por ser síndico já tenho uma intimação pra responder uma ação para o condomínio, danos morais e materiais, que está na moda.”
Para evitar os transtornos, Marco Antonio do Vale tenta manter tudo muito bem organizado. Ele administra um condomínio de 14 prédios no Capão Redondo, Zona Sul. Tudo é etiquetado, dividido em diferentes pastas, e um arquivo tem o histórico de cada um dos 250 apartamentos: o que já aconteceu com o proprietário, com o condômino, se recebeu multa, advertência.
Marco não recebe gratificação pelo serviço. Alguns síndicos têm isenção da taxa de condomínio. Outros ganham salário. O ofício é tão complexo que virou uma profissão. Tânia Dimarzio está estudando para isso. Ela vai se aposentar e não quer ficar parada. “Você sendo profissional, você vai levar a coisa bem direcionada e não para o lado pessoal que é o que acontece na maioria dos condomínios hoje.”
Fonte: LicitaMais
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